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Tabagismo

Os dados de evidência atualmente existentes permitem concluir, conforme é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que todos os produtos e formas de tabaco, são nocivos para a saúde, não havendo um limiar seguro de exposição ao fumo do tabaco.

Hoje em dia, é consensual reconhecer que o tabagismo é um fator de risco não só para o próprio fumador, mas também para os não fumadores expostos em espaços poluídos pelo fumo do tabaco.
 

Consequências

As consequências do consumo de tabaco estão bem estabelecidas para um grande número de doenças, com particular destaque para o cancro em diferentes localizações, para as doenças do aparelho respiratório, para as doenças cardiovasculares e para os efeitos negativos na saúde reprodutiva.

O consumo de tabaco contribui para a redução da longevidade.

Consumo de tabaco – uma dependência

A dependência do tabaco é um fenómeno complexo, resultante da interação de vários fatores, dos quais a presença de nicotina, substância psicoativa com elevada capacidade para induzir dependência física e psicológica, por processos semelhantes aos da heroína ou da cocaína, surge como fator primordial.
A dependência da nicotina está incluída, desde 1992, na Classificação Internacional das Doenças.

Benefícios da Cessação Tabágica

A cessação tabágica melhora a função respiratória, reduz a sintomatologia respiratória crónica e reduz as agudizações na DPOC que tantas vezes levam a consultas não programadas ou frequentes internamentos com elevada mortalidade. Está também associada a reduções significativas de morbilidade e mortalidade cardiovascular, a curto e a longo prazo. Os fumadores com estas comorbilidades, respiratórias e cardiovasculares, têm uma maior e mais urgente necessidade de deixar de fumar.

Os benefícios da cessação tabágica são cumulativos ao longo do tempo: 

 

 

Referências

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