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    HORMONA DE CRESCIMENTO

    A hormona do crescimento desempenha um papel essencial na manutenção de uma boa saúde ao longo da vida.1 De seguida, poderá encontrar informação básica relativa às doenças relacionadas com a hormona do crescimento.

    O QUE É A HORMONA DO CRESCIMENTO?

    A hormona do crescimento é um “mensageiro” que estimula o crescimento dos tecidos em todo o corpo. Tem um papel muito importante não só no controlo do crescimento normal durante a infância, mas também ao longo da vida.1

    Se o organismo não produzir quantidades suficientes de hormona do crescimento, ou se esta não poder ser devidamente utilizada, então as crianças não crescem como deveriam, pois os ossos não se desenvolvem como esperado, podendo as crianças ficar mais baixas e mais pequenas do que é esperado. Por outro lado, os adultos com défice de hormona de crescimento são afetados de forma diferente – podem ganhar peso, perder forças, estamina e energia ou ainda sentirem-se deprimidos e ansiosos.2

    A hormona do crescimento tem também outras funções importantes que não estão relacionadas com a altura:3-4

    Afeta a forma como o corpo metaboliza os hidratos de carbono, gorduras e proteínas
    Ajuda no desenvolvimento ósseo, para assegurar ossos fortes e saudáveis
    Ajuda a controlar a quantidade de gordura armazenada no organismo, para manter as pessoas saudáveis
    Ajuda a fortalecer os músculos e dá mais energia
    Se uma pessoa for diagnosticada com uma doença relacionada com a hormona do crescimento, a terapia de suplementação ou substituição com hormona do crescimento é uma opção. A hormona do crescimento é recomendada como opção de tratamento em crianças com perturbações no crescimento associadas a qualquer um dos seguintes quadros clínicos.2

    DÉFICE DE HORMONA DO CRESCIMENTO (DHC) NA CRIANÇA

    A razão mais frequente do DHC é a secreção insuficiente de hormona do crescimento para estimular o crescimento normal.​​​​​​​

    O DHC é diagnosticado depois de vários exames, muitas vezes incluindo radiografias da mão da criança para determinar a sua “idade óssea”. Se a criança não produzir hormona do crescimento suficiente, a idade óssea será inferior à idade real da criança.6-7

    Para determinar se a secreção insuficiente da hormona do crescimento é de facto o problema, a produção desta hormona deve ser analisada por um endocrinologista. Dado que os níveis hormonais flutuam no sangue, isto é, o corpo produz diferentes quantidades ao longo do dia e da noite (maioritariamente durante a noite), a hipófise deve ser estimulada e a sua resposta é depois medida através da colheita de amostras de sangue com intervalos regulares.6-7

    DÉFICE DE HORMONA DO CRESCIMENTO NO ADULTO​​​​​​​

    Os níveis máximos de hormona do crescimento acontecem durante a infância, alcançando um pico na adolescência. 2 Diminuem depois de forma constante durante a idade adulta, sendo significativamente inferiores na meia idade. No entanto, mesmo estes níveis reduzidos têm um papel importante a desempenhar na manutenção do funcionamento e saúde do corpo.

    A hormona do crescimento afeta os níveis de colesterol, a qualidade dos ossos, a gordura corporal, a força muscular, a qualidade de vida e o bem-estar.3-4

    Se os níveis de hormona do crescimento diminuem demasiado, todos estes fatores são afetados negativamente e o estado geral de saúde pode ser prejudicado. 2 Se a hipófise não produz hormona do crescimento suficiente, uma pessoa pode ser diagnosticada como apresentando défice de hormona do crescimento. Quando o desenvolvimento de DHC se dá na idade adulta, o défice é geralmente causado por mau funcionamento da hipófise ou do hipotálamo. Esta é doença frequentemente causada por um tumor benigno na hipófise. Outras razões para o DHC no adulto incluem terapia de radiação, uma lesão na cabeça ou inflamação na região da hipófise.10

    PERTURBAÇÃO DO CRESCIMENTO NA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÓNICA

    Muitas crianças com problemas renais não crescem como deveriam. Isto deve-se aos problemas renais e à medicação que podem estar a tomar.

    Se os rins não estão a funcionar adequadamente, o sangue não é filtrado corretamente e podem acumular-se toxinas no organismo. Esta acumulação de toxinas pode causar perda de apetite na criança, o que pode atrasar o crescimento.

    O excesso de toxinas pode ainda evitar que o cálcio seja depositado nos ossos, tornando-os mais fracos e atrasando o crescimento ósseo. Mesmo depois da recuperação do equilíbrio entre ácidos, minerais e vitamina D, muitas crianças com doença renal podem ainda apresentar crescimento reduzido.

    As crianças com crescimento reduzido antes da diálise podem não alcançar uma melhoria no crescimento mesmo quando começam a diálise. Alguns medicamentos, como os corticosteroides, que são usados para tratar as doenças renais, podem também causar atraso no crescimento. A baixa estatura pode ser tratada com hormona do crescimento nas crianças com doença renal, podendo assim alcançar os níveis normais de crescimento. O tratamento de suplementação ou substituição com hormona do crescimento pode ajudar a compensar o período de tempo durante o qual podem não ter crescido adequadamente, podendo assim contribuir para que as crianças alcancem a altura prevista para a idade adulta.11

    CRIANÇAS BAIXAS QUE NASCERAM PEQUENAS PARA A IDADE GESTACIONAL (PIG)

    Em alguns casos, a baixa estatura da criança está relacionada com o tamanho pequeno que tinham no nascimento. Isto pode ocorrer quando o crescimento é atrasado em alguma fase durante a gravidez. As razões para este atraso no crescimento, que levam a que um bebé nasça pequeno para a idade gestacional, podem incluir:12

    problemas com a placenta
    doença durante a gravidez
    uso de certos medicamentos/substâncias durante a gravidez
    infeções ou defeitos genéticos no próprio feto
    gravidez múltipla 

     (gémeos, trigémeos, etc.)

    A maioria das crianças nascidas PIG apresenta um rápido aumento no peso e no comprimento no primeiro ano, o denominado crescimento de “recuperação”. Estas crianças alcançam muitas vezes a altura normal no final do seu segundo ano. Se uma criança não recuperar, é provável que permaneça baixa até à idade adulta se não for tratada. Uma estatura significativamente baixa durante a infância pode levar a baixa autoestima, infantilização (ser tratado como mais novo do que a idade verdadeira) e bullying. Na idade adulta, ser significativamente mais baixo que os seus pares poderá ter implicações negativas na carreira, vida social e atividades de lazer.12

    SÍNDROME DE TURNER

    A Síndrome de Turner é uma doença cromossómica rara caracterizada pela ausência completa ou parcial de um cromossoma X nas raparigas. Deverá ser confirmada por análises genéticas.13 Embora não haja cura, tal como em muitas outras doenças genéticas, algumas das características da Síndrome de Turner podem ser tratadas. Uma das características apresentadas pela maioria das raparigas é a baixa estatura. As meninas com Síndrome de Turner não apresentam défice de hormona do crescimento, mas podem apresentar falta de sensibilidade a esta hormona. Se não forem tratadas, as raparigas com Síndrome de Turner vão crescer cerca de 20 cm menos do que era esperado com base na altura dos seus pais.14

    SÍNDROME DE PRADER-WILLI (SPW)

    Todas as crianças com SPW têm um problema numa área importante do cérebro, o hipotálamo, que controla o crescimento, os níveis de energia, a fome e o sono.

    Uma das características talvez mais difíceis de gerir da SPW é a criança sentir uma necessidade incontrolável de comer.16
    As crianças com SPW apresentam frequentemente níveis reduzidos de hormona do crescimento, que podem levar a baixa estatura e a um desequilíbrio na composição corporal, com mais tecidos gordos e menos tecido muscular que o normal. A baixa estatura e a composição corporal respondem ao tratamento com hormona do crescimento. O tratamento com hormona do crescimento pode ajudar as crianças a alcançar uma altura próxima da normal na idade adulta, melhora a razão entre músculo e gordura e ajuda a alcançar uma melhor qualidade de vida.16

    Referências:

    1 Gardner DG, et al. Greenspan’s basic and clinical endocrinology, 10thed. Chapter 4.McGraw-Hill Education LLC 2018
    2  Cooke DW, et al. In: MelmedS, et al (eds).Williams Textbook of Endocrinology. 13thedition. Elsevier; 2016
    3 De Leonibus C, et al.Horm Res Paediatr. 2016;85:363-371​​​​​​​
    Feldt-Rasmussen U, Klose M. Adult Growth Hormone Deficiency ClinicalManagement. In: Endotext[Internet]. South Dartmouth, MA: MDText.com, Inc.; Mar24, 2017
    5 Murray PG, Dattani MT, Clayton PE Controversies in the diagnosis and management of growth hormone deficiency in childhood and adolescence Archives of Disease in Childhood 2016;101:96-100
    6 Growth Hormone Research Society. J Clin Endocrinol Metab.2000;85:3990-3993​​​​​​​
    7 Collett-Solberg PF, et al.Horm Res Paediatr. 2019;92:1-14​​​​​​​
    8 Sassolas G,et al. “GH deficiency in adults: an epidemiological approach” Eur.J. Endocrinol 1999;141:595–60​​​​​​​
    9 Stochholm K,et al. “Incidence of GH deficiency-a nationwide study” Eur. J.Endocrinol 2006;155:61–71​​​​​​​
    10 Molitch ME, et al. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism2011;96:1587–609​​​​​​​
    11 Becherucci F, et al. Clinical Kidney Journal 2016;9:583-91​​​​​​​
    12 Saenger P, et al.Endocrine Reviews 2007;28:219–51
    13 Morgan T. Am Fam Physician 2007;76:405-10
    14 Bondy CA, et al. J Clin Endocrinol Metab 2007;92:10-25​​​​​​​
    15 Aycan Z, et al. J Clin Res Pediatr Endocrinol 2014;6:62-7​​​​​​​
    16 Cassidy SB, et al.Genet Med. 2012Jan;14(1):10-26

      PP-PFE-PRT-0753

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