
Nos anos recentes os avanços no tratamento da dor crónica têm sido escassos e muitos dos medicamentos actualmente utilizados foram descobertos e introduzidos em comercialização há várias décadas. Como consequência desta estagnação, há milhões de doentes em todo o mundo para as quais não se dispõe de um tratamento adequado para alívio da sua dor. Uma dor muito comum, difícil de tratar e nem sempre diagnosticada, é a dor neuropática. É devida a uma lesão do sistema nervoso central ou periférico, causada por traumatismo ou por doenças, como a diabetes ou infecções pelo vírus herpes-zoster ou o vírus da imunodeficiência humana (VIH/SIDA).
A dor pode afectar significativamente a vida de um pessoa. Frequentemente, o doente não pode trabalhar, dormir e relacionar-se com as outras pessoas, o que pode levá-lo a depressão. As equipas de investigadores da Pfizer acreditam que uma nova visão das causas de dor e novos modos de a avaliar podem contribuir para a investigação e desenvolvimento de medicamentos inovadores que proporcionem um alívio mais adequado dos sintomas de dor, permitindo aos doentes levar uma vida profissional e pessoal normal.
Para além de medicamentos actualmente em comercialização e indicados no tratamento de vários tipos de dor, a Pfizer tem actualmente em fase de ensaio clínico medicamentos inovadores que poderão constituir avanços significativos no tratamento da dor aguda, dor crónica e dor neuropática.
Uma outra área de intervenção da Pfizer é ao nível da inflamação e imunidade. A primeira resposta natural do corpo às feridas e infecções é a resposta inflamatória. Contudo, em doenças como a artrite reumatóide (inflamação das articulações, particularmente das mãos e dos pés) e a psoríase (inflamação da pele e das articulações, caracterizada por pele vermelha e com descamação na forma de placas), a resposta imunológica do organismo pode ser activada na ausência de uma lesão ou infecção, fazendo com que o organismo ataque os seus próprios tecidos saudáveis. E noutras situações, como a transplantação, torna-se necessário diminuir a resposta imunológica de modo a assegurar que o organismo não ataca o órgão transplantado como se este fosse um “invasor”.
Os investigadores da Pfizer estão a trabalhar em novos medicamentos que tornam os medicamentos imunossupressores mais fáceis de utilizar e com menos efeitos laterais. Alguns dos candidatos a medicamentos são derivados do trabalho inovador da Pfizer na identificação de kinases (enzimas que activam outras enzimas). Para além de novos medicamentos que impedem a rejeição dos transplantes, a Pfizer tem novos medicamentos em fase de ensaio clínico na contractura de Dupuytren (fibrose à volta dos tendões da mão) e doença de Peyronie (fibrose do pénis, causando-lhe uma curvatura), artrite reumatóide, psoríase e doença inflamatória intestinal.