Prémios Pfizer

 

Criados em 1955 a partir de uma ideia de Manuel João Xavier Morato,professor catedrático de Histologia da Faculdade de Medicina de Lisboa e Presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, os Prémios Pfizer destinam-se a estimular e desenvolver a investigação científica em Portugal, cobrindo todos os ramos da medicina humana.
 

A autonomia e a ausência de interferência da Pfizer na acção da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa no processo de selecção e escolha dos premiados, levou a Ordem dos Médicos, em 1997 a considerar tratarem-se de “relações exemplares, que deveriam servir de referência para o intercâmbio entre as sociedades científicas e a indústria”.
 

Ao longo da sua existência os Prémios Pfizer premiaram mais de 500 investigadores e distinguiram mais de 200 trabalhos, resultado das deliberações dos júris, compostos por investigadores, professores universitários e profissionais médicos de reconhecido mérito, que analisaram mais de 750 trabalhos, norteando as suas decisões por critérios científicos.
O pioneirismo, a longevidade ininterrupta, o valor científico dos membros dos júris e dos trabalhos apresentados a concurso aliada à possibilidade da aplicação prática dos seus resultados, transformaram os Prémios Pfizer, segundo João Lobo Antunes “uma referência no panorama da investigação nacional, tão carenciada de apoios”. 

 

No passado, já receberam esta distinção reputados cientistas portugueses como Daniel Serrão (1958 e 1971), Walter Osswald (1957, 1961, 1967 e 1975), João Alfredo Lobo Antunes (1960), João Lobo Antunes (1969), António Damásio (1974), e Alexandre Castro Caldas (1974, 1976 e 1999).

 

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